UM TEXTO QUE FALA POR MIM!

Falhas...

Vamos falar de falhas? Quem não as tem?

Uma das coisas que fascina na cidade de San Francisco, é ela estar localizada sobre a falha de San Andreas, um desnível no terreno da região que provoca pequenos abalos sísmicos de vez em quando e grandes terremotos de tempos em tempos.
Você está deslumbrado caminhando pela cidade, apreciando a arquitetura, a baía... A ponte , e de uma hora para outra pode perder o chão, ver tudo sair do lugar, ficar tontinho, tontinho. É pouco provável que vá acontecer justo quando você estiver lá, mas existe a possibilidade, e isso amedronta mas ao mesmo tempo excita, vai dizer que não?

Assim são também as pessoas interessantes: têm falhas. Pessoas perfeitas são como Viena, uma cidade quase perfeita. Linda, sem fraturas geológicas, onde tudo funciona e você quase morre de tédio.

Pessoas, como cidades, não precisam ser excessivamente bonitas. É fundamental que tenham sinais de expressão no rosto, um nariz com personalidade, um vinco na testa que as caracterize.

Pessoas, como cidades, precisam ser limpas mas não a ponto de não possuírem máculas. É importante suar na hora do cansaço, ter também um cheiro próprio, uma camiseta velha pra dormir, um jeans quase transparente de tanto que foi usado, um batom que escapou dos lábios depois de um beijo, um rímel que borrou um pouquinho quando você chorou.

Pessoas, como cidades, têm que funcionar, mas não podem ser previsíveis. De vez em quando, sem abusar muito da licença, devem ser insensatas, ligeiramente passionais, demonstrarem um certo desatino, ir contra alguns prognósticos, cometer erros de julgamento e pedir perdão depois, pedir perdão sempre, para poder ter crédito e errar outra vez.

Pessoas, como cidades, devem dar vontade de visitar, devem satisfazer nossa necessidade de viver momentos sublimes, devem ser calorosas, ser generosas e abrir suas portas, devem nos fazer querer voltar, porém não devem nos deixar 100% seguros, nunca. Uma pequena dose de apreensão e cuidado devem provocar.
Nunca devem deixar os outros esquecerem que pessoas, assim como cidades,têm rachaduras internas, portanto podem surpreender...

Falhas...
Agradeça as suas, que é o que humaniza você, e fascina os outros.

Autor Desconhecido

:: Postado por Indira às 00h44
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Vamos falar de amor, de gostar!

Gostar é tão fácil que ninguém aceita aprender...

Talvez seja tão simples, tolo e natural que você nunca tenha parado para pensar: aprenda a fazer bonito o seu amor.

Ou fazer o seu amor ser ou ficar bonito.

Aprenda, apenas, a tão difícil arte de amar bonito.

Amores que são verdadeiros, eternos e descomunais...

De repente, se percebeu ameaçados apenas e tão somente porque não sabem ser bonitos: cobram, exigem, rotinizam, descuidam, reclamam, deixam de compreender, necessitam mais do que oferecem, precisam mais do que atendem, enchem-se de razões. Sim, de razões.

Ter razão é o maior perigo no amor.

Não querer ter razão é um perigo... Em geral, enfeia o amor, pois é invocado com justiça, mas na hora errada.

Amar bonito é saber a hora de ter razão.

Ponha a mão na consciência.

Você tem certeza que está fazendo o seu amor bonito?

De que está tirando do gesto, da ação, da reação, do olhar, da saudade, da alegria do encontro, da dor do desencontro, a maior beleza possível?

Talvez não.

Não tema o romantismo.

 

C O N T I N U A  E M B A I X O!!!

:: Postado por Indira às 17h13
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Derrube as cercas da opinião alheia.

Faça coroas de margaridas e enfeite a cabeça de quem você ama.

Adie sempre, se possível com beijos, aquela conversa importante que precisa ter,

arquive, se possível, as reclamações pela pouca atenção recebida.
Quem ama feio não sabe que pouca atenção pode ser toda atenção possível.
Quem ama bonito não gasta o tempo dessa atenção cobrando a que deixou de ter.
Não teorize sobre o amor, ame.

Siga o destino dos sentimentos aqui e agora.

Não tenha medo exatamente de tudo o que você teme, como a sinceridade, não dar certo, depois vir a sofrer (sofrerá de qualquer jeito), abrir o coração, contar a verdade do tamanho do amor que sente.

Jogue pro alto todas as jogadas, golpes, espertezas.

Seja apenas você no auge de sua emoção e carência, exatamente aquele você que a vida impede de ser.

Não tenha medo de dizer, eu quero, eu gosto, eu estou com vontade!

Talvez aí você consiga fazer o seu amor bonito!

Se o amor existe, seu conteúdo já é manifesto.

Cuide agora da forma.

Cuide do cuidado.

Cuide do carinho.

Cuide de você.

Ame-se o suficiente para ser capaz de gostar do amor e, só assim, poder começar a tentar fazer o outro feliz.

 

 

:: Postado por Indira às 17h10
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Se tu me amas, ama-me baixinho 
 

Não o grites de cima dos telhados 
 

Deixa em paz os passarinhos 
 

Deixa em paz a mim! 
 

Se me queres, enfim, 
 

tem de ser bem devagarinho, Amada,
 

que a vida é breve, e o amor mais breve ainda ... 
 
 
 

- Mário Quintana -

:: Postado por Indira às 23h43
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NÃO NOS CONTARAM - MARTHA MEDEIROS...

Hoje é o momento ideal pra falar de sacanagem. 
Mas nada de ménage à trois, sexo selvagem
e práticas perversas, sinto muito.

Pretendo, sim, é falar das sacanagens que fizeram com a gente.

Fizeram a gente acreditar que amor mesmo,  amor pra valer, 
só acontece uma vez, geralmente antes dos 30 anos. 

Não nos contaram que amor não é acionado nem chega com hora marcada.

Fizeram a gente acreditar que cada um de nós é a metade de uma laranja, 
e que a vida só ganha sentido quando encontramos a outra metade. 

Não contaram que já nascemos inteiros, que ninguém em nossa vida 
merece carregar nas costas a responsabilidade de completar 
o que nos falta: a gente cresce através da gente mesmo.

Se estivermos em boa companhia, é só mais agradável.

Fizeram a gente acreditar numa fórmula chamada "dois em um",
duas pessoas pensando igual, agindo igual, que isso era que funcionava. 

Não nos contaram que isso tem nome: anulação. 

Que só sendo indivíduos com personalidade própria 
é que poderemos ter uma relação saudável.

Fizeram a gente acreditar que casamento é obrigatório 
e que desejos fora de hora devem ser reprimidos.

Fizeram a gente acreditar que os bonitos e magros são mais amados, 
que os que transam pouco são caretas, 
que os que transam muito não são confiáveis, 
e que sempre haverá um chinelo velho para um pé torto.

Só não disseram que existe muito mais cabeça torta do que pé torto.

Fizeram a gente acreditar que só há uma fórmula de ser feliz,
a mesma para todos, e os que escapam dela estão condenados à marginalidade.

Não nos contaram que estas fórmulas dão errado, frustram as pessoas, 
são alienantes, e que podemos tentar outras alternativas.

Ah, nem contaram que ninguém vai contar. 

Cada um vai ter que descobrir sozinho.
E aí, quando você estiver muito apaixonado por você mesmo,
vai poder ser muito feliz se apaixonar por alguém.

:: Postado por Indira às 20h49
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Já reparou que tem receita para tudo?

Já reparou que tem receita para tudo?
Como ser feliz no casamento...
Como ter uma trajetória de sucesso...
Como manter-se jovem...
Parece que meia dúzia de conselhos resolvem tudo!
Para ser feliz no casamento, todo mundo deve reinventar a relação diariamente.
Para ter uma trajetória de sucesso, todo mundo deve ser comunicativo e saber inglês, para se manter jovem, todo mundo deve parar de fumar e beber de comer. Todo mundo quem, cara pálida?
Todo mundo é um conceito abstrato, uma generalização.
Ninguém pode saber o que é melhor para cada um.
Fórmulas e tendências servem apenas como sinalizadores de comportamento, mas para conquistar satisfação pessoal para valer, só vivendo do jeito que a gente acha que deve, enquadrados ou não no que se convencionou chamar normal.
O casamento é a instituição com que todos convivem desde a infância.
Por isso, acreditamos saber, na prática, o que funciona e o que não funciona. Só que a prática dos nossos pais era deles, não nossa. A gente apenas testemunhou, e bem caladinhos.
Ainda assim, a maioria dos noivos diz sim diante do padre já com um roteiro esquematizado na cabeça, sabendo exatamente os exemplos que pretende reproduzir de seus pais e os exemplos a evitar.
Porém, não tiveram os mesmos pais, e nada é mais diferente do que a família do vizinho.
É mais fácil imitar, seguir a onda, fazer de um jeito já testado por muitos e, se não der certo, tudo bem...
Nossas dores e nossos medos muitas vezes são herdados e a gente nem percebe.
Agir como todo mundo é moleza. Bendito descanso pra cabeça: é uma facilidade terem roteirizado a vida.
Mas, cedo ou tarde, a conta vem, e geralmente é salgada.
Fazer do seu jeito (amores, moda, horários, viagens, trabalho, ócio) é uma maneira de ficar em paz consigo mesmo e, de lambuja, firmar sua personalidade, destacar-se da paisagem.
Claro que não se deve lutar insanamente contra as convenções só por serem convenções (muitas delas nos servem e, se nos servem, nada há de errado com elas).
Mas, se não facilitam, outro jeito há de ter. Um jeito próprio de ser alguém, em vez de simplesmente reproduzir os diversos jeitos coletivos de ser mais um.
Por isso, que eu gosto da música do Frank Sinatra que diz: I did it my way (que significa fiz do meu jeito).

Autoria de Martha Medeiros.

* E ontem fiz do meu jeito como foi dito no post anterior...meu coração vibrou...a borboleta reavivou suas asas e minha alma está leve!!!

:: Postado por Indira às 08h26
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COMO ESTOU ME SENTINDO....

Há dias, como HOJE, em que me sinto deveras desanimada, pequena e por que não dizer de mal com a vida mesmo! Hoje e nos últimos dias e bota últimos dias nisso...na maioria das vezes é impossível SORRIR e elevar pelo um pouquinho o meu estado de espírito.

Acho que eu estou precisando de fato PARAR para quem sabe não me sentir tão atordoada pelo ritmo e pela quantidade de coisas que andam acontecendo na minha vida. PRECISO, NECESSITO dar mais atenção aos significados e certo valores fundamentais na e para a minha vida.

No momento estou triste. Fui acometida por um sentimento que dói...e como dói! Não é mal de amor, amor do coração sabe...não pensem nisso...ah, talvez até possa ser por se tratar de alguém que AMO, GOSTO muito...e devo ser bem sincera comigo mesma essa pessoa é muito especial porque pra me deixar assim...sem rumo...sem minhas asinhas de borboleta alegre, livre e solta...o assunto é sério...confesso minha culpa...não agi de maneira correta...agi impulsivamente(sem querer)...e instantâneamente, minutos depois me pus do outro lado da situação e vi o ERRO...Nossa!!! Como fiquei envergonhada com a situação toda...como HOJE, e só hoje(por causa da correria que ando vivendo) é que vim me dar conta do quanto isso tudo mexeu comigo.

Somos verdadeiramente amigos, apesar de tão pouco tempo...sentimos isso e assim nos consideramos, eu sei apesar do TUDO que aconteceu...Sei lá, hoje caiu a ficha...doeu mais que todos os outros dias porque parei pra refletir; porque numa simples conversa com um amigo no msn e lendo no seu blog o seu post me vi enfraquecida...isso tudo me fez lembrar daquela máxima que é mais ou menos assim...a gente leva uma vida inteira pra conquistar um amigo(digamos) e que em apenas segundos essa AMIZADE(que acreditamos existir) acaba, se despedaça, se desfaz. E eu  me pergunto: Será que isso aconteceu comigo?

Eu estava bem(pelo menos aparentemente)...mas hoje, assumo que a INDIFERENÇA, A DESATENÇÃO, O DESPREZO estão acabando comigo...não gosto disso!Não gosto de me sentir assim...de sentir que algúem está fazendo isso comigo...ainda mais algúem de quem tenho estima.

E de tudo o que mais me mata é a minha atitude...ficar parada, inerte...não sou assim!Mas por que tal atitude se a mesma não condiz comigo? Quem sabe um ORGULHO apesar de admitir meu erro; MEDO e receio;...não sei...Outro dia li num livro que devemos sempre que houver alternativas, ter cuidado. Não optar pelo conveniente e confortável mas sim optar por aquilo que faz o meu coração vibrar...optar por aquilo que eu gostaria de fazer, apesar de todas as consequências que isso possa me causar ou custar...

E é isso, HOJE meu coração vibrou...para que eu exteriorize tudo o que estou sentindo seja escrito ou falado, não sei...depende das oportunidades...mas, amanhã sei que estarei bem melhor porque nada do que estou sentindo aqui, agora vai estar no meu coração...quem tiver de saber, saberá!Torçam por mim...

:: Postado por Indira às 22h24
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Como anda a dieta da alma??

 

Arroz, feijão, bife, ovo.

Isso nós temos no prato, é a fonte de energia que nos faz levantar de manhã e sair para trabalhar.

Nossa primeira meta é a sobrevivência do corpo.

Outro dia, no meio da tarde, senti uma fome me revirando por dentro.
Uma fome que me deixou melancólica.

Me dei conta de que estava indo pouco ao cinema, conversando pouco com as pessoas, e senti uma abstinência de viajar que me deixou até meio tonta.
Minha geladeira, afortunadamente, está cheia, mas me senti desnutrida.
Você já se sentiu assim também, precisando se alimentar?

Revista, jornal, internet, isso tudo nos informa, nos situa no mundo, mas não sacia.
A informação entra dentro da casa da gente em doses cavalares e nos encontra passivos, a gente apenas seleciona o que nos interessa e despreza o resto, e nem levantamos da cadeira neste processo.

 Continua embaixo...

:: Postado por Indira às 15h33
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CONTINUNANDO...

Para alimentar a alma, é obrigatório sair de casa; sair à caça; perseguir.
Se não há silêncio a sua volta, cace o silêncio onde ele se esconde, pegue uma estradinha de terra batida, visite um sítio, uma cachoeira ou vá para a beira da praia.
O litoral é bonito nesta época, tem uma luz diferente, o mar parece maior, há menos gente.
Cace o afeto, procure quem você gosta de verdade, tire férias de rancores e mágoas, abrace forte, sorria, permita que lhe cacem também.

Cace a liberdade que anda tão rara, liberdade de pensamento, de atitudes, vá ao encontro de tudo que não tem regras, patrulha, horários.

Cace o amanhã, o novo, o que ainda não foi contaminado por críticas, modismos, conceitos, vá atrás do que é surpreendente, o que se expande na sua frente, o que lhe provoca prazer de olhar, sentir, sorver.

Entre numa galeria de arte. Vá assistir a um filme de um diretor que não conhece. Olhe para sua cidade com olhos de estrangeiro, como se você fosse um turista; abra portas e páginas.

Arroz, feijão, bife, ovo.

Isso mantém a gente em pé, mas não acaba com o cansaço diante de uma vida que, se a gente descuida, torna-se repetitiva, monótona, entediante.

Mas, nada de descuido. Vou me entupir de calorias na alma. Há fartas sugestões no cardápio.
Quero engordar no lugar certo.

O ritmo dos dias é tão intenso que, às vezes, a gente esquece de se alimentar direito.

Autoria de Martha Medeiros.

:: Postado por Indira às 15h32
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